sábado, 19 de janeiro de 2008

Querer

As palavras saltam-me na ponta dos dedos, cada vez que os meus mais profundos e audazes pensamentos te abordam e abraçam, te observam mesmo quando não estás a meu lado. Segundos intermináveis de recordações e momentos que se entranharam nas nossas vidas e que nos trouxeram a possibilidade de fazer parar o tempo sempre que isso nos apetece ou nos convém.
Falo de
recordações que apenas poderão ser substituídas pela capacidade que temos de nos olharmos, de sorrir cada vez que conseguimos saber aquilo que o outro está para dizer, ou até simplesmente um gesto que se deseja tanto, quanto sabemos que amar alguém é uma tarefa difícil. Quase um conjunto de leis formais de prescrições e proibições, que expõem as dificuldades da vida em comum e que acabam muitas vezes por nos condenar a viver numa solidão interminável.
Nada disso entre nós é possível apenas e só porque nunca tivemos momento difícil que não pudesse ser substituído de imediato por tanto segundo interminável por tanta lembrança de bons momentos e agradáveis sensações de bem estar, de querer estar, porque essa é umas das questões mais importantes, o querer estar juntos sem qualquer tipo de incerteza. Nada nos distrai de nós e
que querer é desejável só por si, pelo que o querer significa.

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