segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ALENTEJO PROFUNDO

Alentejo profundo, milhares de metros quadrados de tudo e de nada, odores intensos a Pinheiro Manso e Azeitona, imensos campos de Oliveiras verdejantes alinhadas a régua e esquadro, imensas baías de água alimentam por todo o lado Azinheiras e Sobreiros. O gado pasta em enormes campos secos pelo calor enorme que banha a região, aqui e ali cavalos recolhem-se do sol à sombra de árvores que mais parecem ter sido plantadas por um artista, tal as formas que se nos apresentam e nos deixam extasiados com a beleza que encontramos aqui e ali. Por todo o lado encontramos gente boa sentada à porta de cafés e bancos de rua, conversando sobre a vida, sobre aquilo que observam na televisão. Com olhar meigo, às vezes talvez um pouco desconfiados não vá aparecer mais alguém que os queira convencer a trocar as velhas notas que guardam em casa, nunca deixam de arrematar um "boa tarde" a quem passa. A educação e as boas maneiras chegaram ao Alentejo e por lá se mantiveram até aos nossos dias. Calcorreamos quilómetros de estradas acompanhados pelos ventos quentes que afagam as herdades pelo caminho, rectas enormes cheias de tudo e coisa nenhuma.Tempos a tempos cruzamo-nos com gente que trabalha, trabalho árduo nas lides do campo, carroças cheias de uvas da vindima que é tempo dela, máquinas agrícolas constroem enormes fardos de palha que alimentarão o gado até à próxima apanha, mulheres já de certa idade agachadas pelos campos apanhando abóboras e outras culturas.Um vida árdua nesta região fantástica que apetece de alguma forma experimentar. Para além desta azáfama na reforma agrária, a vida parece parar por ali. Atravessámos aldeias inteiras em que não se viu uma única pessoa na rua. No entanto a vida está lá, e apesar de dura aquela gente é duma simpatia extrema. Muita gente idosa, muita sabedoria para espalhar, muita preocupação estampada nas faces gastas pelo sol e pela dureza de anos de trabalho duro. Em tempo de eleições aquela vasta região não foge à regra Nacional. Promessas e mais Promessas de todos os candidatos. Por todo o lado enormes cartazes com caras mais ou menos conhecidas, afirmam que vão colocar este ou aquele lugar no mapa. Vote em ".........." para ser feliz aqui, lembro-me de ter visto um cartaz de uma senhora muito bem arranjada que representava o Partido "...." com cara de quem nunca soube o que eram dificuldades na vida. Não que, para se ser um bom candidato seja necessário ser um pé descalço, antes pelo contrário, mas encontrei vida a menos e promessas a mais por aquelas bandas, e mais do que isso, enormes quantias de dinheiro gastos em centenas de cartazes enormes que infestam a beleza duma região. Ao longo de muitas estradas, por serras e vales as empresas são menos do que certamente é necessário, há vilas onde é difícil perceber onde trabalha aquela gente, para além de trabalharem a terra que Deus nos deu. As grandes Herdades estão muitas delas transformadas em "Turismo Rural" e servem os interesses daqueles que já têm muito e dos poucos trabalhadores que a baixos salários as mantêm em funcionamento. Mas muito para além daquilo que não há no Alentejo profundo, há vida, odores fabulosos, paisagens deslumbrantes, gente simpática, imagens inesquecíveis, um branco por todo o lado que arrepia e arrefece, azuis e amarelos que se misturam com o verde das árvores e o castanho seco das pastagens de gado. Naquela terra ao contrário de outras, há vontade de voltar, sempre que possível.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

FOR ONCE IN MY LIFE



For once in my life I have someone who needs me
Someone I've needed so long
For once, unafraid, I can go where life leads me
Somehow I know I'll be strong

For once I can touch what my heart used to dream of
Long before I knew
Oooh Someone warm like you
Would make my dream come true

For once in my life I won't let sorrow hurt me
Not like it hurt me before
For once, I have something I know won't desert me
I'm not alone anymore

For once, I can say, this is mine, you can't take it
As long as I know I have love, I can make it
For once in my life, I have someone who needs me

For once in my life I won't let sorrow hurt me
Not like it hurt me before
For once, I have something I know won't desert me
I'm not alone anymore

For once, I can say, this is mine, you can't take it
Long as I know I have love, I can make it
For once in my life, I have someone who needs me

For once in my life
Yeah Somebody like my

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Saudade

Não tenho medo da solidão, porque nunca estou completamente só, nem é o medo que me faz percorrer memórias em busca de esperança, apenas sinto saudade. De ti, da música que adoro ouvir, dos amigos que não vejo, dos gestos que me provocam ou dos beijos que trocamos, mesmo quando acabámos de o fazer. A saudade existe e serve para ser vivida, até porque nem tudo é fácil na vida...embora nada seja impossível e a saudade dá-nos também forças para mudar o rumo do nosso barco, que tantas vezes rasga mares revoltos de ilusão sem sentido. A esperança de poder matar saudades de algo, é fantástica, faz-nos ás vezes sentir tão vazios outras vezes tão cheios. de tudo e de nada.
Tudo o que vivemos ou queremos esquecer é real, nada é... ou se transforma em ilusão. A saudade é um misto de cheiros e sentidos que nos fazem viajar no tempo, clamar recitais de poesia, versos esquecidos no tempo que outrora alguém escreveu a pensar em ti. Ahhh meu amor esse odor, traz tanta saudade mata-me de amor ou dá-me liberdade ...
Como tantas outras vezes, dá-me saudade, por vezes de tudo e de nada. Percorro quando assim é as minhas memórias recentes e passadas em busca daquele momento que me enche a alma e me afaga o olhar com que te vejo, procuro algo que me provoque a emoção de te adular profundamente ou partículas de odores que se me entranharam desde o primeiro momento em que me senti gente... perto de ti.

A saudade hoje deu-me também para rever uma série fabulosa, daquelas que jã não se fazem. A saudade que senti de por exemplo ver o meu pai deliciar-se a ver os dois resingões no balcão, vale só por isso postar o video juntamente com este meu "escrito"

Be happy and enjoy. Life is not to short
but death is too long


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Pinceladas de paixão

Num gesto misto de raiva e prazer, corre-me a mão em movimentos pendentes que vão ilustrando pensamentos e imagens que ao longo do tempo vou armazenando dentro de mim. O vermelho agarra o azul com a força da vontade, enquanto os dedos empastados de um verde fantástico brotam gestos cuidados como se de um vinho velho e perfumado se tratasse. Construo imagens sentimentos, melodias, sons, algumas coisas que odeio encho-as de laranja e turquesa e transformo-as em gestos de eterna beleza, enquanto escuto em silêncio e com interesse aquilo que o coração me diz gostar de ver pintado nesta tela enorme . Em gestos de profunda paixão vou dando vida a mim próprio. Encanta-me saber que aquilo que pinto é a imagem do tempo que passou e de momentos que hão-de brotar ainda nas nossas vidas, imagens do teu corpo em movimento. Utilizo azul-turquesa delineando as nossa vidas, gestos secretos e coisas que ficariam eternamente na obscuridade se não fosse esta paixão de te ter ao meu lado, junto-lhe castanho com odores de terra molhada que representam a ternura do caos que é amar-te cada vez mais. Aproveito entre duas pinceladas para beber um gole de vinho tinto e saborear-te longamente fazendo render o momento. Num gesto inusitado troco os pincéis pelos dedos e as imagens começam a fazer sentido. Cobres e brancos negros saltam-me das mãos, púrpuras enchem-nos de um odor a frutos silvestres, magentas e violetas entrelaçam-se com amarelos, como os daqueles muros amarelos, e escadas de cimento que atravessam ruas onde ainda não enchi as paredes com o teu nome. Madrugada dentro construo noites densas de luares luminosos, gestos húmidos e saborosos, odores de chocolates e cacau das índias, e idealizo enormes cestos de imensas cores de especiarias que não consigo pintar, mas das quais guardo os seus cheiros por entre o reboliço do mercado e de gentes que se atropela por entre negócios e prazer. E é assim que por entre pinceladas e dedos sujos, que só a tua presença acalma ... vou dando pinceladas de paixão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

HAJA SAÚDE

Para sobreviver nos dias de hoje não basta ter saúde, é preciso também ser um verdadeiro herói. Somos peões num tabuleiro viciado em que os mesmos decidem sempre conta nós, em que os mesmo se safam sempre das vigarices que fazem.
Trabalhamos, damos o litro por alguém que não nos é nada, mas que nos paga, ás vezes mal e porcamente ao final do mês.
Só porque nos paga, acham que podem usar e abusar de nós das nossas vidas até interferir nas nossas vidas privadas.
Porque nos pagam, não agradecem nada daquilo que fazemos para que ao leme das suas empresas possam com os lucros que provêem do nosso trabalho, viver à grande e francesa, com luxos que nem cheiramos, daqueles que apenas sonhamos, quando já não sonhamos apenas com a merda do salário que nos pagam para que chegue ao final do mês.
São uma classe à parte, tomam decisões em conjunto connosco, mas que já tinham tomado antes de nos ouvir, ouvir-nos faz parte da estratégia de nos fazer sentir aquilo que nunca fomos, porque afinal não riscamos nada.
Com a maior cara de pau em 3 minutos dizem que já não precisam de nós, quando para nos contratar passámos por várias entrevistas de horas e de perguntas estúpidas e sem sentido. Mas eles têm a faca e o queijo na mão, são os donos do dinheiro, são eles que nos espezinham todos os dias ao longo de uma vida inteira de trabalho.
São a merda dos patrões que temos em Portugal e nós somos os pobres dos empregados que Portugal têm para apanhar as migalhas que a escória do Patronato nos deixa bicar.
HAJA SAÚDE.

domingo, 9 de agosto de 2009

AMOR

Deitado na cama, penso em ti que me olhas, sedenta de tuas mãos em meu corpo, da tua boca na minha do teu corpo quente sobre o meu como são nossos corpos quando estão juntos e pela minha cabeça passam os mais devassos pensamentos possíveis
Mato a minha sede no mar salgado da tua pele.
És a fonte de todos os meus prazeres.
Teus lábios são mel que escorre para os meus.
A língua sinto-a como um chicote de fogo que me sacia o desejo.

Os dois corpos são um mar azul, Mar Revolto.
Uma sedução devassa que alimenta este desejo quente, doce e terno que nasceu de um poema e se transforma a cada dia na mais bela poesia que nenhum poeta sabe escrever.

Quando Penso em ti, encho de sonhos os braços, acendo os meus desejos, apago em mim os cansaços, espalho rimas no chão, recolho versos e danças, esqueço a nuvem escura, lembro frescas madrugadas, adormeço dúvidas, incertezas, acordo as minhas esperanças, silencio trovoadas, abro a alma à ternura, cerro os olhos da tristeza.
Pensando em ti pinto o céu azul de poemas, escrevo AMOR em letras tristes, elevo-me no infinito deitado na cama, penso em ti e descubro que existes........ mas não para mim.

Jardim Imaginário

Perdoem-me, demorei a chegar, por falta de sol.
Hoje, se falo de jardins, é para resistir.
Para, num desses lugares dentro da memória, esconder-me do frio, deste Maio mentiroso que atrasa a primavera.

Quando penso em jardins, prefiro sempre pensar em qualquer coisa de fantástico, uma Alice minúscula perdida no meio destas flores lindas e coloridos, lagartas que falam e se passeiam entre estranhas plantas, um mundo estranho a pulular de vida.
Preferia habitar um Jardim assim, Imaginário.
Porque aqui é possível amar, reaprender o amor… aqui, vi pela primeira vez a ponta do abismo que escalava.
Aqui, neste fantástico Jardim Imaginário.

A VIDA É UM CAMINHO

"Ouve a voz que te chama.
Sente as mãos que o sustentam e vê a luz que reflecte.
Segue o teu caminho.
Algo te espera e te chama para despertar.
Alguém está a olhar para ti.
Enxuga as lágrimas que a dor do teu coração faz reflectir.
E deixa a alegria chegar.
A VIDA É UM CAMINHO,
Faz dela um jardim para que tudo,
FIQUE FLORIDO“

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A lua


Faz hoje 40 anos estava como muitos milhões de pessoas, especado em frente a uma Philips preto e branco à espera que os homens saltassem lá na bola enorme e redonda que víamos dos nossos quintais. Em minha casa juntavam-se alguns vizinhos que aproveitavam o facto de termos TV para acompanhar o evento e confraternizar um pouco. O nervosismo em minha casa era enorme. Todos aguardavam pelo momento do salto de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, para além disso a minha irmã mais velha (Maria João) esperava bébé, e se por um lado a gente queria era ver o gajo aos saltos lá em cima, havia quem torssesse para que o rebento nascesse naquela noite, seria um marco histórico.
Acabámos por ver os saltos, todos vibrámos, alguns duvidaram que fosse verdade, e a cachopa acabria por nascer apenas a 22 de Julho. Andei ao colo com a minha sobrinha Paula, e hoje já ela vai fazer 40 anos com 1 filho já formado e outra a entrar na faculdade.
A vida é uma maravilha não é??

Pedro Sarmento

domingo, 28 de junho de 2009

Os cheiros

Sinto que existo quando me vejo no brilho dos teus olhos ou quando os teus lábios sorriem de encontro aos meus. Consigo cheirar a força do teu amor quando me abraças e me sussurras que me amas, quando me olhas pela manhã entre um raio de sol e um pingo de chuva e acordas para mais um dia ao meu lado, a juntar aos muitos que já marcámos no calendário que tantos anos atrás pendurámos na porta do nosso amor, e que por mais folhas que vamos virando nunca acaba. Sempre que acordo ou adormeço numa nova folha da nossa vida, a imagem que me acompanha és tu, doce como toda a água que não é do mar, envolta num lindo olhar castanho que se reflecte num céu glorioso de onde irrompe a luz que nos acompanha desde sempre.
A delicadeza do aroma que brota dos teus gestos e das tuas palavras é suficiente para me iluminar a minha noite e me aquecer a alma em noites frias passadas em desertos áridos e despidos de ideias e conceitos. O sorriso que me lanças força-me a ter que te dizer, mais uma vez, que te amo, que apesar de tanta contrariedade, que para além de alguns pequenos aguaceiros, sabemos que amanhã o sol brilhará novamente e que seguiremos o nosso sonho de poder dentro de muitos anos, já velhinhos e de mãos dadas poder continuar a refilar um com o outro e a sentir o cheiro que nos persegue e nos fortalece.
Amo-te

MOMENTOS MARCANTES

São pedaços de vida, segundos eternos, momentos que nos tocam e que nos fazem crescer como pessoas e seres humanos, encontramos bocados de realidades que julgamos já pouco comuns nos dias de hoje e felizes damos por nós a pensar que afinal e felizmente para nós, continua a haver gente que se preocupa em não esquecer raízes, laços de amizade e de fraternidade, gente que mantêm bem viva recordações de lugares e de pessoas que alimentam as nossas mentes ao longo dos anos.
Começa a ser estranho de repente encontrar gente, descobrir pessoas que dão valor à vida, ao abraço, gente que vive sem a necessidade de amigos imaginários, que louva o toque dum amigo com a mesma facilidade e naturalidade com que ouve um qualquer programa de rádio, frases soltas que se atiram por mera distracção, linhas de pensamento fortes que nem sempre conseguimos explicar, mas que para nós são tão claras como a água gelada de uma fonte Joanina numa qualquer serra vestida de verde e banhada pelo sol quente de Agosto.
A verdade dos nossos sentimentos torna-se perfeitamente perceptível para quem como nós entende a vida sem amores platónicos, sem a necessidade de invejar quem quer que seja, somos capazes de amar porque somos grandiosos na capacidade também de perdoar, medimos o tempo em colheres de açúcar doce e cristalino e queremos sempre cada vez mais estar perto das nossas almas gémeas.
Na realidade, não somos mais do que peões que percorrem um espaço temporal que é curto, muito curto mesmo. Custa-me a mim entender o porquê de tanta intriga, inveja e afins, quando eventualmente amanhã já cá não estaremos.
Não me parece aceitável perder parte da nossa vida em constantes discusões que não tem suficiente inteligência nem delicadeza de sentimentos, devemos isso sim utilizar as nossas energias naquilo que realmente interessa, a partilha de memórias e sentimentos, o amor pelo próximo, uma frase feita que é o fazer bem sem olhar a quem cai aqui como doce de abóbora em requeijão, divinal.
Na vida temos momentos marcantes, uns mais do que outros é certo. Nem todos somos bafejados pela sorte, pela beleza, pela saúde e pelo dinheiro, mas todos nascemos pelo mesmo sitio, e todos vamos para o mesmo sitio quando morremos.
Neste intervalo de tempo, cabe-nos a nós embelezá-lo e torná-lo o mais agaradavel para nós e para aqueles que conosco privam. A afeição recíproca entre dois entes gera amizade a amor, gera confiança e momentos marcantes.

RECORDAR É VIVER

As recordações fazem parte integrante da nossa vivência.
Podem ser actos, palavras, lugares, momentos, objectos, sem que haja qualquer causa efeito em termos da importância que cada uma dessas recordações têm para cada um de nós. Os lugares / objectos de que falo hoje fazem parte integrante duma família, e passaram a partir de hoje a fazer parte também das minhas recordações.
Recordação de um dia excelentemente bem passado, dum lugar que inspira tranquilidade e confiança, duma pessoa fantástica cheia de pequenos grandes momentos, cheia de fabulosos detalhes que fazem da sua vida e daqueles que privam com ele um momento especial.
Obrigado Mário Pinheiro de Almeida por este dia, digno de um contador de histórias medieval que vive bem no nosso tempo, com as memórias que te fizeram ser a pessoa que és.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

.... pois a minha família.

Na vida, momentos de espanto irrompem-mos a mente e o coração, com factos que julgamos serem apenas de uma qualquer obra de ficção cientifica, um argumento de um qualquer filme feito com subsídios do estado e de qualidade duvidosa.
Mas não, está por aí em todo o lado, deixam-nos estupefactos, "banzados" com tamanha falta de educação, total ausência de decoro, são mentes perigosas que nos rodeiam e que até nos tocaram pela positiva num ou noutro momento das nossas vidas.
Gente que achávamos eram um exemplo para nós, gente que aprendemos a respeitar e a partilhar momentos importantes da vida.

Gente que não presta é o resultado da decepção.
Não consigo entender pessoas de memória curta, gente que hoje sim amanhã não, que apesar da memória de alguns ser um bom gravador, não se incomodam em desmentir tudo aquilo que em tempos disseram sem que para isso tenham de fazer grande esforço.
Na vida diz-se todos os dias se aprende, e ainda bem.
Aprendi aquilo que já sabia. Cada vez gosto mais de mim e da minha família, cada vez gosto mais da minha mulher e dos meus filhos.... Ahhh já tinha dito.... é isso, cada vez gosto mais da minha familia e cada vez é ela mais pequena, pois eu sei desculpem já tinha referido a minha mulher e os meus filhos.... pois a minha família.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De olhos fechados

Atravesso o teu caminho que conheço de cor e faço-o de olhos fechados evitando obstáculos que há muito identifiquei e aprendi a evitar como se duma intempérie se tratasse. Nessa tua rota de vida sei onde me perder e onde me encontrar entre cada caricia , cada lufada de prazer, cada suspiro leve, cada palavra sussurrada, cada beijo num murmúrio. A liberdade e o amor sempre andaram de mãos dadas connosco.... não me lembro de ter alguma vez invadido o teu espaço de forma rude, apesar de não prescindir de ti todos os momentos livres que tenho, talvez por esse motivo, também não me recordo de alguma vez me ter cansado de ti apesar de às vezes seres uma chata. É essa forma penetrante que temos de nos entender que retoma prazeres suaves, caminhos quentes, sabores exóticos e aprofunda os caminhos e os recantos de mim, Percebo-te na penumbra, entendes-me na escuridão, redescobrimos momentos sem fim, horas de te ter junto de mim. beijos caricias e gemidos, gritos de prazer, palavras que sabes de cor, mais do que eu conheço da vida antes de ti. Perco-me no emaranhado dos teus murmúrios e da tua paixão da ternura com que me olhas e na suavidade com que me tocas.

Hoje não me ouves mas sentes-me

Ás vezes troco as palavras por olhares e ofereço-te o meu silêncio em forma de abraço agarrando-te com um beijo que tanto desejava. Em vez de palavras mil, ensaiadas em pensamentos que voam na tua direcção, em vez de frases feitas ou imaginadas, hoje não quero que me leias, hoje entro em ti e quero-te minha. Hoje em vez de me ouvires sentes-me, apalpas as minhas emoções e sentes-te invadida pelo calor intenso do meu odor entre as minhas mãos que percorrem o teu peito e a minha língua que te ofereço entre dois fechares de olhos e uma linha de flores vermelhas, rosas espalhadas pelo chão, um perfume húmido que se entranha no nosso pensamento, uma realidade que inventámos e vivemos intensamente, dia após dia, palavra após palavra, como se cada letra fosse uma linha de passe, entre nós.. e o amor.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Caminhos e cores

Procuro escrever uma estrada de flores que me levam até ti. Pontes e caminhos que fixam o teu olhar, curvas que te tocam de forma segura, sinais de que estou sempre por perto, rectas de sentidos únicos que roçam a tua pele e seguem o teu odor. É nos teus cabelos desalinhados que encontro a paixão que arde num doce aperto de mãos e nos teus lábios que sorvo a energia que preciso para não me perder nesta estrada da vida. Não sei amar-te de menos nem de mais, mas tenho a certeza de que te amo o mais possível. Quero-te muito , sempre mas sempre mais do que ontem. Respiro-te enquanto te escrevo, descubro-te enquanto te olho, deito-te enquanto te amo. Flores, pedras, caminhos sentidos, pedaços de nós, calores trocados, perfumes entranhados em pensamentos e trocas de olhares que alimentam, aquecem e nos transportam para jardins fantásticos e ruas antigas de calçada portuguesa, alumiadas por lanternas velhas de ténues chamas amareladas. Descubro que tudo o que me rodeia faz parte de ti, cada palavra, cada paixão, cada ausência, és tu a luz que alumias este beco e dás vida ás sardinheiras penduradas nas varandas. És o fascínio que ilustra as minhas ideias quando uso o magenta misturado com amarelo nas minhas telas, quando junto azul e esborrato amor misturado com castanho, sol e sombra por estes caminhos firmes e te redescubro mais linda ainda do que quando me ausentei de ti, apenas alguns segundos antes. Dedico-me a ti de corpo e alma, pinto e repinto dias que se repetem lado a lado, adormeço, acordo e abraço-te eternamente em pinceladas suaves e tonalidades quentes.

A suavidade da noite

Todos os dias acordo a desejar voltar a adormecer ao teu lado para sentir a segurança com que me acordas para mais um dia que se vai somar aos muitos que já levamos juntos,. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, os mesmo que me impulsionam a ter um grande dia e a voltar para ti, para vigiar o teu fechar de olhos, olhar pelo teu sono, amar-te e desejar de novo acordar a teu lado. Isto acontece porque te amo muito mais do que alguma vez imaginei poder. Por falar nisso, está quase na hora de te ver cair junto de mim e acalmar para mais um abraço sentido na suavidade de mais uma noite partilhada a dois.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Entender a vida

Tenho de ir, forçado pelo ímpeto que me tolda o julgamento, admirar de novo o teu olhar e o teu sorriso como se fosse hoje a primeira vez que te visse e sentir os teus lábios que estão junto dos meus como se nunca tivesse acontecido. Dizes-me com o teu olhar tudo o que as tuas mãos sentem, perco-me a admirar-te na paixão dum abraço forte que me aquece e nas lágrimas e sorrisos que largas e ao olhar para trás e admirar os momentos bons, os pedaços de tempo e de vida que soubemos calcorrear dia após dia, ao longo de tantas trocas de olhar e de ideias, de entrega e de força. Só não entendemos a vida quando a não queremos entender ,e muitas vezes quando disso damos conta já é tarde. Felizmente entre nós sempre entendemos aquilo que queríamos, mesmo quando estupidamente andámos em sentidos contrários.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aqui somos livres

Tal como as palavras que escrevo,
também este Blog é um espaço livre.
Aqui ninguém se esconde.
Anónimos?? Não faço ideia quem são.
Só me incomoda quem eu deixo
nao quem quer incomodar-me.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Nós somos o Cavalinho Selvagem

Interessa-me tudo o que não seja vulgar, e desinteressa-me profundamente tudo aquilo que subestime a minha inteligência. Infelizmente nos dias de hoje, muito do que vemos, e ouvimos são actos de pura vulgaridade. Um atentado à inteligência do mais comum dos mortais. Ainda assim há pessoas que, por serem seres humanos completamente perdidos no tempo, no espaço e nas atitudes que tomam, mais não fazem do que atestar a nossa capacidade de aturar gente que insulta constantemente a nossa inteligência. São almas perdidas dirão alguns padres, psicólogos diriam que são pessoas que tiveram infâncias difíceis, advogados que seriam pessoas que necessitam de apoios estatais, médicos que falamos de casos psiquiátricos, juízes que se trata de inimputáveis, um infindável rol de adjectivos para Etiquetar alguém a que eu simplesmente chamo de PARVALHÃO. Um pobre coitado que mais não sabe fazer que tentar tirar do sério, gente que se dedica aos seus, a causas nobres como a amizade, a camaradagem, as artes nas suas mais diversas formas, enfim falamos de diabos que realmente atentam contra a nossa inteligência. Quando isso acontece, quando atentam contra nossa inteligência, dá vontade de reagir e berrar e de sei lá mais o quê. Tudo o que seja uma reacção para lá do normal torna-se numa atitude que enfraquece o espírito e obscurece a nossa própria inteligência, torna-nos parecidos com esses seres obscuros, cinzentos de espírito e vazios de ideias. A fatalidade está do lado oposto ao nosso, não tememos dias ocos e sem sentido porque temos amigos, gente que partilha momentos e abraços. Nós somos o Cavalinho Selvagem, e ponto final.

Comentários

Sou por norma uma pessoa educada e respeitadora dos mais elementares direitos das pessoas. Apesar disso, quando é necessário dar desforra também cá estou.
Como há um cornudo que decidiu marrar comigo e usando nomes e nicks de pessoas que são minhas amigas para me insultar, e proque essas pessoas me merecem muito respeito, a partir de hoje, espero poder continuar a ter as vossas visitas, mas os vossos comentários só serão colocados depois de eu os ver.
Peço desculpa mas em minha casa mando eu, e não é um filha da puta qualquer que certamente é um pobre diabo que não tem onde cair morto que se vai meter comigo usando nomes de terceiros.
Aos verdadeiros amigos que me desculpem a linguagem menos própria.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Como se fosse sempre a primeira vez

Venho ter contigo e dizer-te o que sinto, aliás como sempre faço. Sei como te sentes encantada por me ouvires dizer que te quero muito, e como me sinto um felizardo por te ter encontrado um dia neste pedaço de tempo de vidas arriscadas e nem sempre pensadas. A minha vida está ligada à tua, por um laço de carinho, de tal forma que desde que estou contigo, sou mais do que um pouco de ti . E por isso quero que saibas que minha razão de viver és tu...Foi um momento feliz aquele em que olhei e te vi e até hoje nunca mais quis refugiar-me em lugar nenhum, que não seja no teu jeito de me proteger com esse teu olhar sedutor e carinhoso com que me acordas todos os dias, ou essa voz meiga com que na escuridão do nosso quarto fazes o meu corpo tremer quando te juntas a mim e te sentes segura ao meu lado. São pedaços de doçura sublime que crescem e se alimentam de sorrisos, beijos e suaves melodias que se partilham como se fosse sempre a primeira vez.

Ser Anónimo

Olá estás bom?? Sim.... estou mas.... desculpa sabes quem eu sou?? Aliás, pergunto de uma outra forma se me permites, como raio consegues tu ver-me??? E já agora como te chamas??
Bem uma coisa de cada vez. Ver-te?? Bem diria que da mesma forma que me vês a mim correcto?? O meu nome?? José da Silva
Não..... não entendes José Silva, estás a cumprimentar alguém que supostamente é um ANÓNIMO, e de acordo com a definição que aprendi, eu sou aquele que nem assina o que escreve, e aquele que ninguém conhece, o tal que se esconde por detrás de algo ou alguma coisa, e que por esse motivo pode fazer e dizer o que lhe vai na bolha!!!
Pois talvez tenhas razão, Seres ou não ser essa sombra que pode passar pela vida sem deixar rastro ou preferires ser o grito da multidão calada que prefere a palavra vadia e maldizente a não dizer nada que os outros gostem de ouvir, e seres ou não seres anónimo na multidão é coisa que nem me aquece nem me arrefece.
És um ser anónimo de outro estranho ser anónimo de um outro anónimo....por acaso já paraste para pensar na confusão que vai nessa cabeça??
Além disso já ninguém hoje em dia quer ser anónimo, o In hoje é opinar, participar activamente, inovar, mas para isso é preciso dar a cara.
E agora que já te conheci, vou finalmente dar-te a conhecer a todos, e nao mais poderás passar impune nesse teu anonimato.

domingo, 29 de março de 2009

Dar uma mão

Em vez de amares os teus inimigos, trata os teus amigos um pouco melhor.
Li esta frase algures por aí e entendi que haveria de divagar um pouco sobre ela. Desde logo porque retrata uma realidade comum dos dias de hoje.... quantas vezes damos tudo o que temos e não temos por alguém que nos espetará uma faca nas costas numa primeira oportunidade, e ignoramos pessoas que ao longo de anos dão mostras de que realmente nos querem bem, que de facto se preocupam connosco e nos amam.
Cegueira, ingratidão, indiferença, falta de bom senso chamem-lhe o que quiserem, para mim trata-se apenas de algo que está enraizado na sociedade actual.
Dar uma mão a alguém é nestes dias um passo arriscado pensarão uns, uma atitude irreflectida pensarão outros ainda. Pessoalmente acho que se trata de um acto social da maior importância, fazer bem sem olhar a quem é um ditado popular antigo mas poderia por exemplo dizer que não se deve esperar um sorriso para se ser simpático, ou que é errado esperar ser amado para amar alguém, que não se deve ficar sozinho para reconhecer que a pessoa que esteve sempre ao nosso lado era de facto a mais importante para toda a nossa vida, mas mais importante ainda é não esperar pelo dia da morte sem antes acreditar na vida e nos outros.

Amei-te, amo-te, amar-te-ei até morrer..... sozinho.

Nem sempre é fácil falar de amor, principalmente quando nos olhos prevalece expressão de dor e angustia, demonstrar o que se sente é impossível quando não se sente nada, quando o vazio é aquilo que enche a alma de alguém, totalmente oca como uma pipa construída em madeira nobre de carvalho e que aguarda por ser cheia com vinho da melhor colheita, que anseia pelo momento em que o liquido precioso escorra pelas suas paredes à procura do seu corpo há muito abandonado. O momento difícil em que muitas vezes se diz.... nunca te devia ter conhecido..... naquela altura pareceste-me a pessoa com quem queria morrer, deixei-me levar pela loucura do teu cheiro, da sensação impotente de ser completamente teu, e por tua causa sofro.... quem me dera nunca te ter conhecido..... Amei-te, amo-te, amar-te-ei até morrer..... sozinho.

Dedicado a todos os que já passaram por um mau momento, com uma chamada de atenção...................... morrer sozinho por causa de alguém que não nos merece é a maior estupidez que alguém com dois dedos de testa pode querer. Há sempre alguém destinado a querer morrer connosco, a dar-nos a mão e a partilhar momentos de muita alegria e enorme prazer. A questão é que nem sempre olhamos para quem devemos. Olhar para o sítio certo, guardar a atenção para a vida, não é disciplina. é amor.Façam favor de ser felizes.

This is love, the first, the last, my everything

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mr.PT

Hot??? Elas é que sabem.

Marta Sarmento

Boa escolha para uma esta revista conceituada.
Beleza e exotismo

Qsem tem assim uma Inês ?

Quem tem assim uma filhota..... que pode querer mais??
Filha, dedicada, bonita, Engenheira, Empresária... Até
a National Geographics a quer para capa de Revista.

O Amor e a Noite

Sem Amor, a noite seria mais noite, seria mais escura, fria e solitária quem sabe desproporcionada de tal forma que desejaríamos que não escurecesse nunca. Sem Amor a noite seria ardilosamente fastidiosa e acabaria por fazer até perder a esperança em melhores momentos. Felizmente o Amor existe, e até na noite mais escura a mais brilhante estrela sobressai.

domingo, 22 de março de 2009
















Há momentos em que nos faltam palavras para expressar tanto amor e tanta emoção. Olho para ti em silêncio e o calor do teu olhar diz tudo, a força e a profundidade com que me amas proferem palavras, e movem emoções, sem medos de vazios, cobertas de esperança. Nelas encontro segurança, uma redoma que me protege e onde não há dor, um porto de abrigo num mar de calmaria onde o calor de sonhos vividos de olhos abertos encontra a paz que nos envolve e acalma no regaço duma noite de estrelas, um céu vazio de luas doces e que nos oferecem um manto de amor. A noite e o dia levam-me ao teu encontro, abraço-te e peço-te protecção, és a minha rainha sou a tua canção. O amor é o ritmo que marca o nosso dia, e o calor a fortaleza da nossa noite. Acordo todos os dias a pensar no momento de voltar a adormecer ao teu lado, adormeço todas as noites para sonhar contigo enquanto durmo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Porto de abrigo

O teu silencio entoa canções de embalar e gestos metódicos devidamente treinados que entendem o alcance do meu amor por ti. Tudo o que me tens dado é muito mais do aquilo que alguma vez pensei ter. Contigo conheci momentos de pura paixão e de nenhuma ingratidão. Momentos de loucura, desejo e calor, carinho enrolado num beijo, tentação na hora certa, calma suada nuns olhos encantadores que falam de amor e ternura imensa, gestos doces que se repetem com brilho, delicadeza e sensualidade. Os gestos que me dedicas são meticulosos, com certeza no tempo e na perfeição ... afago-te o cabelo num gesto muito meu e quebras o silencio com um beijo apaixonado, um abraço que se esfuma numa fábula encantada, momentos básicos impossíveis de explicar.
Encontrei em ti o meu porto de abrigo e o conforto encantado que todos sonhamos.

terça-feira, 17 de março de 2009

O sexo dos outros












Estavas orgulhosamente bem arranjada à minha espera, a saia travada, as meias de vidro impecavelmente esticadas acompanhando cada milímetro das tuas pernas, a blusa de seda afirmava o teu corpo como era já habitual. Como sempre, ao virar da última esquina já o teu cheiro dançava na minha cabeça e me toldava o modo como tinha imaginado a noite. Seria difícil manter a postura sem que duma ou de outra forma uma mão não te acariciasse no momento menos indicado da noite, mas isso já era habitual em nós. Percorremos em diversas alturas o mistério, corremos atrás da emoção e vivemos cada momento como se fosse a última possibilidade de estarmos juntos. O importante é o nós e não aquilo que os outros possam imaginar ou sequer pensar acerca dos nosso gestos ou dos nossos rostos estampados de ímpeto e vontade de correr dali para fora. Hoje isso não seria possível e por isso ocupamos a nossa mente com a música que acompanha o tilintar de copos cheios de bebidas menos espirituais acompanhados de gestos bruscos, risos forçados de quem está por ali apenas para estar. De repente o formalidade da noite altera-se e são inúmeros os rostos onde é possível aquilatar emoções diversas, pedaços de vidas complicadas que se cruzam connosco e ás quais apetece chamar à nossa razão, pedir-lhes que sorriam e vivam cada espaço de tempo como se fosse o último. Alguns olhares cruzam-se mais fixamente connosco e parecem até desafiar-nos para instantes vertiginosos, sorrisos comprometedores surgem aqui e ali em rostos belos que acompanham corpos luminosos e que percorrem a sala em vários sentidos como se de uma caçada se tratasse. O cheiro a sexo paira no ar por entre mais um golo e um cigarro mal apagado num cinzeiro no beiral de uma janela. Do lado de fora a lua vai alta, soberba de luz e de forma, e ilumina a alma e as vontades de quem se deixa levar pelo devaneio e pela vontade de quebrar regras, numa contenda de corpos cansados de vidas monótonas e se deixassem levar em movimentos cordiais. Roupas trocadas abundam pelos sofás, enroladas em olhares que argumentam alguma culpa, manchadas de suor e bebida entornada, algumas sedas e cetins salpicados de rijeza. Já ninguém sabe bem quem é o seu parceiro do lado, trocam-se murmúrios e olhares comprometidos, gemem-se palavrões e expressões menos francas, o envolvimento é total. Impávidos e serenos, apenas de mãos dadas e encostados a um beiral, continuamos iluminados por um simples candeeiro antigo a olhar um para o outro, não precisamos sequer de trocar uma palavra seja para expressar a noite ou para censurar atitudes. A tua roupa continuava impecavelmente trajada, o teu odor estava agora mais perto de mim e de ti. Caminhámos serenamente lado a lado, ladeados por árvores enormes e grandes ramadas que escondiam a luz prateada duma lua de Agosto, mãos dadas e rindo com pequenos gestos e sabores nossos, detalhes duma parte importante da nossa vida comum. Chegados a casa
observamos em silêncio pequenos objectos que trazem à memória turbilhões de factos e emoções, pequenas grandes coisas que te abraçam e te sorriem. Agora as roupas no chão são outras, as fragrâncias.... as mesmas que sempre nos enlouqueceram.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Um labirinto desejado

Desejo-te em campos de papoilas vermelhas, salpicadas de pequenos malquereres silvestres onde os odores se misturam com corpos pintados de bronze pelo sol ardente de Agosto. É um amor sonhado e vivido, onde personificamos o nosso querer, fortificado em desejos secretos, muitas noites e tardes de luxuria e fantasias várias levadas ao limite dos nossos pensamentos, receios de ver e ouvir todo aquele êxtase... simplesmente delicioso... noites frias, mas quentes de paixão, momentos de puro carinho, bocados de Amor. Sinto-me a correr, ou percorrer alguns pensamentos que tenho guardados sobre ti e sobre nós, emociono-me com aquelas alturas em que me sinto fora de mim, naqueles espaços pequeníssimos de tempo em que sentimos que o amor que partilhamos é algo manifesto, palpável e é nessa porção de tempo entre dois limites que sei que lá fora, nada mais existe para além de ti, e vejo isso só de olhares para mim.Nada existe de mais precioso que sentir o teu abraço, o calor do teu odor conforta-me na ambição de te ter eternamente, fechar os olhos e simplesmente tocar-te, e perder-me em ti como se fosses um labirinto de onde não pretendo sair, como se de um jardim imenso brotassem rosas à tua passagem ou tulipas de cores variadas saltassem da terra a cada sorriso que me ofereces.

domingo, 15 de março de 2009

I Love you love me

Parece que te conheço desde sempre. És a única pessoa que mais profundamente consegue ir... até ao fundo do que se passa comigo e nem precisas de muito para saber se é dia sim ou dia não. Da mesma forma que me acolhes em ti, adoro enroscar-me nas tuas ideias e na forma como me aprecias. Sei que sou para ti o alimento que sustenta os teus mais preciosos órgãos vitais, a água que mata a tua sede e o ar que respiras. Mas também sabes que sou o fruto do teu amor e que te exalto por saber que estou seguro nas tuas mãos. Sempre que posso corro para ti e para o teu carinho, para esse teu olhar reflectido, para o abraço forte que me ofereces sempre que te re-encontro. Sabes que também sou teu e que estarei sempre ao teu lado, simples como sempre fui, dedicado no beijo e no abraço, em qualquer dos espaços que ocupamos na vida dos que nos dizem alguma coisa. E não são muitos.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A liberdade rebelde de te amar

Silencio alguns pensamentos mais obscuros que de quando em quando acariciam e envolvem as minhas emoções, em abraços fortes mas violentos, caricias maliciosas de quem me pretende ver voar entre tempestades de casos pensados, de alguns momentos adiados e de futuros a realizar na perfeição. Repenso e interrompo o silencio e procuro-te em locais obscuros, coloco longe o meu olhar por entre peões cintilantes, gente que se move em círculos nocturnos e que ousa entoar melodias que ecoam em estrelas cintilantes, e luares de noites quentes de Agosto. É em noites assim, húmidas e de um calor intenso que nos absorvem as palavras, em que os meus pensamentos mais censuráveis brotam e fazem alarde, é nesses pequenos mas intensos momentos que os nossos corpos navegam determinados e se acariciam, misturando silêncios com sons, espasmos com caricias a um ritmo alucinante, constante e latejante. Ás vezes tento fugir desses momentos intensos, mas sempre que o faço levo-te comigo, e aperto-te contra mim, coração precipitado, por vezes irreflectido, em emoções que emergem e se pacificam entre sorrisos e gestos rebeldes. Estamos vivos, equilibrados nos gestos e nas palavras, dançamos entre sorrisos que o amor fez crescer, e entre ideias que o tempo fez consolidar. Lágrimas, sorrisos, acenos, emoções, relatos de vidas conjuntas e quotidianos efémeros amontoam-se em pequenos grandes instantes que perduram através dos anos, entre promessas quebradas e gestos levianos, entre a compostura da humildade e a liberdade rebelde de te amar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Voltei para ti e para mim

Voltei a sonhar contigo num acto de pura delícia. Tornas as minhas horas de sono em espaço de partilha de tempo e de espaço, de aconchego e abraço. Sonhei que estavas deitada ao meu lado e que simplesmente me vias dormir, que tal como na vida zelavas pelo meu sono e me tranquilizavas no silêncio que nos envolve mais uma noite da nossa já longa partilha de barulhos e silêncios, de carinhos e toques mágicos.
Voltei para ti e para mim, tal como o faço todos os dias. Acordo e adormeço nos teus braços, acordo em ti e adormeço em mim, aconchego-me no calor do teu carinho, na força da tua razão e na suavidade das tuas pernas que se roçam em mim. O teu sorriso é o meu aconchego, o teu carinho e o calor do teu corpo assolam por completo o meu pensamento. Fico hipnotizado com o carinho do teu abraço e com a ternura do teu afago. Enquanto as tuas mãos me percorrem o cabelo, sonho com o teu sorriso, e quando as tuas mãos tocam..... o meu intimo, acordo e volto para ti, no esplendor da razão que perdi quanto soube que te amava. Sim porque amar e ter razão são duas coisas que chocam, e o importante não é a razão, mas o momento mágico em que decidimos que voltamos sempre para o outro.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

TALASNAL - Restaurante Ti Lena

Na aldeia do TALASNAL, nessa bela Serra da Lousã, um restaurante de cozinha regional, o "Ti Lena", propriedade da simpàtica Lisete Dias, acaba de receber honrosos elogios no mais reputado Guia Turistico Francês, o "Guide du Routard"! CHanfana, Cabrito Assado, Bacalhau Assado são algumas das especialidades da casa! Claro e a simpatia que jorra por tudo quanto é lado, desde logo quando ainda a uns 2 quilómetros de distância se pode disfrutar duma vista como esta. Uma Aldeia de Xisto no meia do verde fantástico, ou do branco quando a Neve visita a aldeia.
Hoje visitámos a Aldeia num encontro de amigos que teve como Honroso Conviva um homem que vive longe de todos nós, mas que apesar disso e da vida mais ou menos agitada que leva, com gosto diga-se, não se esqueçe de nós e de Coimbra. Obrigado Bobbizé por teres simpatizado comigo e com os meus rabiscos deste blog, foi um prazer conhecer-te pessoalmente.






Uma foto à entrada da Aldeia, ruas estreitas, tudo em pedra de xisto, candeeiros bonitos e rústicos espalhados por ruas e ruelas, escadas e escadinhas.











Na porta do Ti Lena com uma vista deslumbrante para a serra, com a Vila da Lousã ao fundo que mal se vê. 9 Kilometros separam a Aldeia da Vila da Lousã.











Dentro do restaurante uma Lareira à antiga. Embora não estivesse muito frio, estava-se bem ali à lareira enquanto o repasto se aprontava.











José Oliveira acredito que é o Português que mais gente da música conhece, ao longo de uma carreira já vasta de muitos anos e muitas entrevistas a gente do Show Music. Assim que me lembre, James Brown,  Frank Zappa, Scorpions, Status Quo, Robert Plant, Peter Gabriel, Phill Collins, Deep Purple, Brian Auger, Joe Cocker, Pink Floyd, Who, Santana, Status Quo, Manfred Mann, Joan Baez só para relembrar alguns nomes que consegui assim de repente por na escrita, duma vasta lista de personagens que o 
Como homem ligado à música, teve de nos presentear com uns acordes, e olhem que não se saiu nada mal quer a tocar quer a cantar.











Uma Viela já ao final de tarde no Talasmal.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Feliz Natal meu Amor



Amor

Para ti um

Feliz   Natal

Por  tudo o que és

E sempre foste para mim

Um conjunto de pequenas coisas

Grandes gestos que nem sempre identifico

Sem  ti, com certeza eu não era a mesma pessoa

Nós os dois somos um só,caminhamos no mesmo sentido

Partilhamos um espaço comum e vivemos a mesma esperança

Vivemos precisamente o mesmo futuro

Temos as mesmas recordações

Em mais um Natal

Desejo-te

Amor

Paz

Eu

Feliz Natal