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domingo, 29 de março de 2009

Amei-te, amo-te, amar-te-ei até morrer..... sozinho.

Nem sempre é fácil falar de amor, principalmente quando nos olhos prevalece expressão de dor e angustia, demonstrar o que se sente é impossível quando não se sente nada, quando o vazio é aquilo que enche a alma de alguém, totalmente oca como uma pipa construída em madeira nobre de carvalho e que aguarda por ser cheia com vinho da melhor colheita, que anseia pelo momento em que o liquido precioso escorra pelas suas paredes à procura do seu corpo há muito abandonado. O momento difícil em que muitas vezes se diz.... nunca te devia ter conhecido..... naquela altura pareceste-me a pessoa com quem queria morrer, deixei-me levar pela loucura do teu cheiro, da sensação impotente de ser completamente teu, e por tua causa sofro.... quem me dera nunca te ter conhecido..... Amei-te, amo-te, amar-te-ei até morrer..... sozinho.

Dedicado a todos os que já passaram por um mau momento, com uma chamada de atenção...................... morrer sozinho por causa de alguém que não nos merece é a maior estupidez que alguém com dois dedos de testa pode querer. Há sempre alguém destinado a querer morrer connosco, a dar-nos a mão e a partilhar momentos de muita alegria e enorme prazer. A questão é que nem sempre olhamos para quem devemos. Olhar para o sítio certo, guardar a atenção para a vida, não é disciplina. é amor.Façam favor de ser felizes.

domingo, 22 de março de 2009
















Há momentos em que nos faltam palavras para expressar tanto amor e tanta emoção. Olho para ti em silêncio e o calor do teu olhar diz tudo, a força e a profundidade com que me amas proferem palavras, e movem emoções, sem medos de vazios, cobertas de esperança. Nelas encontro segurança, uma redoma que me protege e onde não há dor, um porto de abrigo num mar de calmaria onde o calor de sonhos vividos de olhos abertos encontra a paz que nos envolve e acalma no regaço duma noite de estrelas, um céu vazio de luas doces e que nos oferecem um manto de amor. A noite e o dia levam-me ao teu encontro, abraço-te e peço-te protecção, és a minha rainha sou a tua canção. O amor é o ritmo que marca o nosso dia, e o calor a fortaleza da nossa noite. Acordo todos os dias a pensar no momento de voltar a adormecer ao teu lado, adormeço todas as noites para sonhar contigo enquanto durmo.

terça-feira, 17 de março de 2009

O sexo dos outros












Estavas orgulhosamente bem arranjada à minha espera, a saia travada, as meias de vidro impecavelmente esticadas acompanhando cada milímetro das tuas pernas, a blusa de seda afirmava o teu corpo como era já habitual. Como sempre, ao virar da última esquina já o teu cheiro dançava na minha cabeça e me toldava o modo como tinha imaginado a noite. Seria difícil manter a postura sem que duma ou de outra forma uma mão não te acariciasse no momento menos indicado da noite, mas isso já era habitual em nós. Percorremos em diversas alturas o mistério, corremos atrás da emoção e vivemos cada momento como se fosse a última possibilidade de estarmos juntos. O importante é o nós e não aquilo que os outros possam imaginar ou sequer pensar acerca dos nosso gestos ou dos nossos rostos estampados de ímpeto e vontade de correr dali para fora. Hoje isso não seria possível e por isso ocupamos a nossa mente com a música que acompanha o tilintar de copos cheios de bebidas menos espirituais acompanhados de gestos bruscos, risos forçados de quem está por ali apenas para estar. De repente o formalidade da noite altera-se e são inúmeros os rostos onde é possível aquilatar emoções diversas, pedaços de vidas complicadas que se cruzam connosco e ás quais apetece chamar à nossa razão, pedir-lhes que sorriam e vivam cada espaço de tempo como se fosse o último. Alguns olhares cruzam-se mais fixamente connosco e parecem até desafiar-nos para instantes vertiginosos, sorrisos comprometedores surgem aqui e ali em rostos belos que acompanham corpos luminosos e que percorrem a sala em vários sentidos como se de uma caçada se tratasse. O cheiro a sexo paira no ar por entre mais um golo e um cigarro mal apagado num cinzeiro no beiral de uma janela. Do lado de fora a lua vai alta, soberba de luz e de forma, e ilumina a alma e as vontades de quem se deixa levar pelo devaneio e pela vontade de quebrar regras, numa contenda de corpos cansados de vidas monótonas e se deixassem levar em movimentos cordiais. Roupas trocadas abundam pelos sofás, enroladas em olhares que argumentam alguma culpa, manchadas de suor e bebida entornada, algumas sedas e cetins salpicados de rijeza. Já ninguém sabe bem quem é o seu parceiro do lado, trocam-se murmúrios e olhares comprometidos, gemem-se palavrões e expressões menos francas, o envolvimento é total. Impávidos e serenos, apenas de mãos dadas e encostados a um beiral, continuamos iluminados por um simples candeeiro antigo a olhar um para o outro, não precisamos sequer de trocar uma palavra seja para expressar a noite ou para censurar atitudes. A tua roupa continuava impecavelmente trajada, o teu odor estava agora mais perto de mim e de ti. Caminhámos serenamente lado a lado, ladeados por árvores enormes e grandes ramadas que escondiam a luz prateada duma lua de Agosto, mãos dadas e rindo com pequenos gestos e sabores nossos, detalhes duma parte importante da nossa vida comum. Chegados a casa
observamos em silêncio pequenos objectos que trazem à memória turbilhões de factos e emoções, pequenas grandes coisas que te abraçam e te sorriem. Agora as roupas no chão são outras, as fragrâncias.... as mesmas que sempre nos enlouqueceram.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Não te encontro por momentos

Não te encontro por momentos, instantes raros na minha vida, pedaços de tempo em que é dificil entender  como é possivel sentir algo que se entranha por nós e nos consome de forma tão exagerada, que nos corroi e retira lucidez, que nos atira para a dependencia mórbida de precisar de ter algo ou alguém como quem necessita desesperadamente de respirar. 
O peso desse sentimento alimenta e atrai momentos oportunos, rebuscadas lamentações de singela e gentil manha carinhosa com que entramos pela madrugada ao som de pios de corujas, prosas tais que arrabatam a nossa forma de olhar o luar e de guardar segredos que nos sacrificam um ao outro. 
Uma forma impura de te viver, de querer fazer tudo contigo e de não fazeres nada comigo, sem estarmos debruçados no passado, porque as nossas memórias nao serão nunca perdidas e por isso não necessitam de ser rebuscadas, que os nossos valores são momentos audaciosos para serem vividos com intensidade, perfeitos dias de sol e chuva com a intensidade de uma arco-iris. 
Sem ti não chego lá, não encontro o local para onde deveria ir, porque sem ti não vou a lado nenhum, e no entanto tanto tempo sem ti, tanto lugar onde não estive, fragamentos de ideias e imagens confusas que atormentam passos apressados, encontros e desencontros no meio de multidões, olhares indiferentes a quem passa e a quem chora por um amor consistente e que apesar de poderoso, tanta vez nos ignora.